Primeiro e único ponto da reunião:
- Diligências a tomar para proceder à reactivação do Grupo Desportivo da Freguesia de Olalhas
Os promotores deste projecto:
André Oliveira
Eduardo Oliveira
Tiago Henriques
Paulo Cândido
Samuel Sousa
Encontrei há algum tempo um site curioso, www.aguas.ics.ul.pt/index.htm, é um inventário de nascentes portuguesas. Existe no tal inventário a referencia a duas fontes da freguesia de Olalhas, nomeadamente: Fonte de S. Domingos e Fonte das Vendas do Rijo.
Fonte de S. Domingos
Historial“… uma fonte a que chamam de S. Domingos, cuja imagem está sobre ela, e tem-se achado na sua água virtude para muitas enfermidades, o que se atribui mais à virtude do Santo do que à qualidade da água. (Aquilégio, 1726, 75). Na Junta de Freguesia nada se sabia sobre esta nascente, acharam mesmo estranho que alguém se interessa-se por uma ruína desprezada, cujo único interesse era a imagem do santo e esse encontra-se a salvo, guardado na capela de Santa Luzia.
Historial
“No lugar de Venda do Rio, freguesia de Olalhas, Comarca de Tomar, está uma fonte de boa água, e de grande virtude para achaques da pedra e areias, porque as desfaz, e exclui maravilhosamente. Não servirá só para os que padecerem queixas nefríticas, mas também para os que tiverem obstruções dos hipocôndrios, e mesenterio (inflamação intestinal); porque com a mesma virtude com que atenua as areias e quebra as pedras, poderá prezerar as obstruções” (Aquilégio, 1726, 75).
Se o Dr. Mirandela chamou a esta povoação Venda do Rio foi com certeza por engano na leitura do seu correspondente em Tomar, Venda do Rijo é um lugar vizinho da sede de freguesia de Olalhas, não existindo no seu território nenhuma toponímia de Venda do Rio. A Fonte denuncia ainda uma estrutura anterior por detrás da reforma de 1947, que poderá remontar ao séc. XIV, onde se desenha um nicho que segundo os informantes era o local onde se encontrava a imagem de S. Domingos:
- Tem lá S. Domingos e vieram-no aqui roubar às Vendas…- Levaram o santo para a capela de Santa Luzia, com medo que o roubassem, como é uma coisa histórica, mas já não fomos nós foram os nossos antepassados, dizem …- O S. Domingos era daqui ?- Sim está ali um nicho, ali na fonte, depois os das Olalhas dizem que o levaram daqui para lá para essa dita fonte, por isso é que se chama fonte de S. Domingos e depois com medo que o roubassem que era histórico, puseram-no na capela.
Se o santo já relacionado no Aquilégio (1726) como estando na fonte da vizinha sede de freguesia pertenceu originalmente a esta nascente será difícil de determinar, mas o nicho entaipado e a fama que tiveram estas águas levam a crer que o seu uso estivesse associado ao culto de algum orago. Para os moradores de Venda do Rijo a questão já não se prende com a localização e propriedade da imagem, mas sim com o desprezo a que estas águas foram votadas: – Se pusessem lá uma roldana e uma porta a gente mesmo assim puxava a água e tirava-a …
- Até era bom para os miúdos saberem da história antigas.
Fiquei estupefacto com a antiguidade das fontes referidas e muito curioso em relação às restantes fontes espalhadas pela freguesia, a par da igreja e algumas capelas são um dos patrimónios com maior valor histórico existente na freguesia e que à semelhança destas devem ser conservadas e valorizadas.
Nos últimos anos algumas fontes têm sido recuperadas pelas associações e junta de freguesia, se algumas dúvidas haviam sobre a importância de tais obras penso que com estes dois exemplo ficam desfeitas, é um trabalho que deve continuar e com a maior brevidade possível de modo a não corrermos o risco de perdemos algum deste património para sempre.
Se conheces alguma fonte antiga na tua localidade, envia um comentário com a localização da mesma, de modo a poder fazer pelo menos o seu registo fotográfico.
Realizou-se no passado Domingo mais uma edição da já tradicional Feira dos Santos. À semelhança dos anos anteriores a população não faltou e viveu-se um verdadeiro ambiente de festa e harmonia. Felizmente a Feira dos Santos é neste momento um acontecimento que já ganhou raízes e ninguém duvida que se continuará a realizar por muitos e bons anos, é um óptimo exemplo do que se pode fazer quando se unem esforços entre as várias instituições da freguesia, nomeadamente, associações, junta, escola e centro de acção social. Pelo que devemos a todo o custo reproduzir este espírito de colaboração para a realização de outras actividades, sejam do âmbito cultural, recreativo ou desportivo.

Uma tarde de Domingo típica da minha infância era passada no campo Dr. Aurélio Ribeiro a assistir aos jogos de futebol do Grupo Desportivo da Freguesia de Olalhas. São tempos que recordo com grande saudosismo, mas tenho a perfeita consciência que esses tempos não voltaram, pois os custos financeiros que representa hoje em dia uma equipa de futebol de 11, mesmo no ultimo escalão do campeonato distrital são insuportáveis para uma freguesia da nossa dimensão, no entanto isto não implica que o campo de futebol Dr. Aurélio Ribeiro esteja condenado ao abandono. Sou da opinião que o campo de futebol deveria ser transformado num parque de lazer que permita a pratica de vários desportos e reúna melhores condições para a realização dos eventos que já lá se realizam, principalmente no âmbito do centro de dia, e de novos eventos, tais como uma festa da juventude a nível da freguesia. Mas como transformamos um campo de futebol de 11 num parque de lazer? Obviamente que existe pessoas com as habilitações necessárias para fazer estes projectos de reconversão no entanto deixo aqui a minha opinião. Uma vez que não se justifica a existência de um campo de futebol de 11 podia-se transformar o mesmo num campo de futebol de 7, deste modo liberta-se espaço para a construção de um ringue, que para alem do tradicional futebol permita a pratica de outros desportos (ténis, voleibol, basquetebol, etc.), o mesmo ringue deve ficar preparado ser coberto e deste modo ser transformado num pavilhão de jogos, o campo de futebol de 7 para alem do futebol é um espaço que permitirá a realização de festas, dos jogos populares, etc. Sei que podem ser um projecto ambicioso, mas erro maior será continuar a enterrar dinheiro nas actuais instalações sem o mínimo planeamento!